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Do alvorecer ao sol posto, retalhos do passado | |||
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Crescêncio
Marinho de Pinho Memórias Ano
2007 |
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| sobre o livro | resenha | |||
| O autor sabe aproveitar com maestria a distância crítica que o permite ter um olhar estético sobre seu passado. Assim, reinterpreta o que vivenciou, recria no seu imaginário suas lembranças e, com sua capacidade criativa e habilidade lingüística, dá uma dimensão poética aos acontecimentos passados para além do real; constrói uma teia entre realidade e reinvenção, chega a fingir que é ficção o que deveras aconteceu, até que o leitor não saiba mais onde termina o real e onde começa a poesia. | Viagem ao passado Diário do Nordeste, Caderno 3 O cearense Crescêncio Marinho de Pinho faz um passeio pela sua vida em Do Alvorecer ao Sol Posto, que será lançado hoje, às 19h30, no Centro Cultural Oboé Noventa anos de idade e muitas histórias para contar. Crescêncio Marinho de Pinho remexe seu baú de memórias, desde a infância em Telha (atual Monsenhor Tabosa) até os acontecimentos mais recentes. Com riqueza de detalhes, leva o leitor a mergulhar no cotidiano cearense de décadas passadas, pontuando as mudanças ocorridas ao longo dos anos, revelando curiosidades de uma Fortaleza que ficou para trás, de uma Sobral provinciana e de outras cidades, como Ipu, onde residiu de 1926 a 1929. O autor compartilha com o leitor a alegria das caçadas de baladeira, da primeira viagem de trem, das conversas em família na calçada de casa e do contato com grupos de ciganos que desbravavam o Estado. Também recorda as sessões de cinema na geral do Polytheama, os tempos de estudo no Liceu, as rixas com os alunos do Colégio Militar, os muitos empregos que surgiram pelo caminho e os amigos que colecionou no decorrer da vida. O livro de Crescêncio revela a poesia por trás dos gestos simples, de sua experiência como comerciário, professor, securitário e funcionário público federal. Ler suas memórias é como reviver a experiência de menino, é compreender que precisamos enxergar além dos olhos e observar o mundo sob a forma de poesia, escreve Felipe Pinho, neto do autor, na orelha do livro. |
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