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Urbanóides - Um caos paulistano
José Marques Sarmento
romance

Ano 2000
Edição Scortecci (1ª)/ 197 p.
Formato 14 x 21 cm
encadernação lombada quadrada, plastificação, orelhas
ISBN 85-7372-444-7

preço: R$ 18,00
(mais frete nacional por Carta Registrada R$ 5,75)
Total: R$ 23,75

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Paraisópolis - Caminhos de vida e morte
Romance

preço: R$ 18,00
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o autor da orelha
jms.jpg (12292 bytes)José Marques Sarmento nasceu na Paraíba, mora em São Paulo desde 1977, e trabalha como gaffer cinematográfico. Casado, quatro filhos. Apesar de ter concluído sua alfabetização aos 14 anos, o romance O Seqüestro do Negativo Exposto é seu sexto livro. É autor de: Um homem quase perfeito, A revolução dos corvos, Urbanóides: um caos paulistano, Paraisópolis: caminhos de vida e morte e O seqüestro do negativo exposto.
Tem mais quatro romances prontos, com nomes provisórios: Por justa causa, Miseráveis de 100 anos de República, Abaixo o amor e Ângela: um jardim no vermelho, além de um volume de contos, ainda inacabado, Saí cedo do Céu pra viver eternamente no Inferno.

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"Os Urbanóides andam a mil, sem ver limites para suas maldades. Chico das Dores sente, passa e vê, através do pára-brisa embaçado do seu ônibus, o quanto dói ver à sua frente o caos se lastrear pelas ruas, levando terror e medo à população. Sendo assim, sofre ELE com suas angústias interiores e sofrem os seus, de quem dependem para viver. Assim ELE filosofa do seu assento com o buso sempre em movimento:

Nós precisamos da realidade
Para fugir da liberdade
Dos sonhos.
Não podemos deixar só nas palavras
O que tem que ser feito.

(na orelha do livro)

o que já falaram de Urbanóides
“Tomara que isso seja literatura”, diz José Marques Sarmento, apontando-me o exemplar de seu mais recente lançamento, o romance Urbanóides, um Caos Paulistano.
Será que isso é literatura? É a pergunta que muitos escritores se fazem, depois de enfiar um ponto final num romance.
Quando um crítico mal-intencionado quer desdenhar a obra de um escritor, diz: "Isso não é literatura". Já fizeram comigo. Já aconteceu com muitos.
Outros críticos esperam que cada obra acrescente elementos inovadores ao gênero. Um crítico certa vez, ao analisar um livro meu, escreveu algo como "é bom, mas não tem novidades", como se fosse minha intenção querer inovar algo.
Qualquer seqüência de palavras ordenadas de tal forma que dêem sentido a uma história é literatura, “a arte de compor e escrever”, na definição do dicionário Aurélio.
É evidente que o mais novo romance de Sarmento é literatura. E é bom? Bem, aí são outros cascabulhos. Bom para quem ou para quê, Mané?
Paulo Coelho é bom para muitas pessoas. Guimarães Rosa é bom para os ouvidos, os olhos e o coração, mas tem gente que o detesta.
Não se pode ler Coelho esperando um grande jogo semântico. Não se pode ler Guimarães esperando uma degustação distraída. Coelho se lê numa fila de espera. Guimarães se lê em casa, em silêncio, concentrado.
Quem quiser ler, em Sarmento, profundeza semântica, talvez não fique plenamente satisfeito. Agora fique à vontade quem quiser ler nele as particularidades de uma literatura popular, rica, dinâmica, desesperada e verdadeira.
Contrariando os caminhos traçados por alguns escritores que escrevem sobre o que não conhecem e se atrapalham com pesquisas (já aconteceu comigo), Sarmento vive aquilo que está em seus livros.
A indignação de um motorista de ônibus que, mais que ninguém, é testemunha do caos humano, é complemento da indignação do autor, o que dá força as palavras.
O narrador tromba com tipos urbanos, sente saudades da sua terra natal e lamenta que muitos passageiros "cheguem cheios de sonhos e acabem tropeçando nos próprios pesadelos”. É literatura ou não é?

Marcelo Rubens Paiva para a Ilustrada, Folha de São Paulo, 02.dez.2000