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Meias vermelhas & histórias inteiras
Marcos Donizetti
Contos

Ano 2007
Edição Os Viralata (3ª)/ 74 p.
Formato 14,8 x 21 cm
encadernação lombada quadrada
ISBN não tem

preço: R$ 15,65
(mais frete nacional por Carta Registrada R$ 4,25)

Total: R$ 19,90

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o autor no prefácio
visite o blog do autor Este livro é um compêndio de amores possíveis.
De personagens que, ainda que intuitivamente, estão cientes de que a vida é um jogo nonsense que ganha sentido graças a duas tábuas de salvação: amor e música.
Um bom conto é como uma fotografia. Ao falar de seu ofício, o francês Henri Cartier-Bresson explicou: “fotografar é uma questão de colocar o olho, o coração e a mente na mesma linha de visão”. Não poderia encontrar melhor definição para o que faz Marcos Donizetti nas páginas deste livro. Suas narrativas breves são como fotos capazes de transcender as limitações de uma moldura ao captar os momentos mais significativos da vida no instante mais preciso.
Em tempos nos quais escritores acham que vanguarda é sinônimo de hermetismos bocejantemente intricados, empilhando seus textos com citações obscuras e pretensões equivalentes ao tamanho de seus egos, é um alento encontrar neste volume narrativas despretensiosas que fluem com a naturalidade de uma conversa de bar. Somos levados por Doni a cenários tão distintos quanto o banco de uma praça, as lápides de um cemitério ou uma casa de swing. Enquanto isso, nos perdemos e nos reencontramos em suas palavras, imediatamente identificados com os dramas e alegrias de cada personagem.
Chamo a atenção ainda para o fato de que o autor deste livro pode ser descrito do mesmo modo que um dos personagens de Truffaut: um homem que ama as mulheres. E que, ao melhor estilo dos machos do século XXI, é sensível sem ser viadinho, sacana sem soar grosseiro, sutil ma non troppo. Pois Doni sabe que Bertrand Morane estava certíssimo ao afirmar que as pernas das mulheres são como compassos que percorrem o globo terrestre em todas as direções, dando-lhe harmonia e equilíbrio.
Resgatando a definição clássica de Julio Cortázar, que dizia que no combate travado entre um conto e seu leitor o escritor é obrigado a vencer por nocaute, posso dizer que Doni é um boxeur com pleno domínio de seu ofício, capaz de deixar na lona aqueles que o lêem com um vasto repertório de jabs, versos de músicas, cruzados de direita, metáforas pungentes, uppers no queixo, diálogos afiados e diretos de esquerda.
Bom nocaute a todos.

Alexandre Inagaki
comercial do livro
sobre o livro
Luiz Biajoni
Parece que os textos de Doni não são feitos de palavras. São como pinturas – e não retratos, pois não são fiéis demais, não são realísticos demais –, trazem traços mais profundos, claro-escuros, tons pastéis, cores que saltam em momentos especiais.
E por tudo isso, ele se destaca no cenário de contistas atuais, tão preocupados com metáforas, hipérboles narrativas, malabarismos verbais desnecessários ou mesmo em construir mundos surreais, enredos intrincados cheios de “pegadinhas”.

Jussara Soares
É com raro talento que ele passeia entre o conto, a crônica e essas versões da vida real que poderiam ser de qualquer um. Até a minha ou a sua, numa daquelas cenas tão nossas, mas que insistem em nos fazer personagens de um escritor que, ora numa prosa doce, ora numa prosa cortante, vai abrindo brechas para escancarar almas comuns confrontadas pelo limite entre razão, emoção, sensibilidade e loucura.

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