"Ordisi
Raluz, filho de Alterego e Psichê, nasceu de parto virtual em 15 de julho de 2004, e foi
logo botando as manguinhas de fora. Em verdade, algo mais que manguinhas: botou a boca no
trombone da blogosfera e fez um razoável bando de incautos se tornar num bando de
convivas e amigos. Virtuais que se tornaram reais. E reais, que, em grande maioria,
voltaram ao virtualismo ao se deparar face a face com Alterego, um chato de galochas
para dizer o mínimo.
A influência insidiosa de Alterego manifestou-se em algumas fases da obra
blogo-literária, especialmente em digressões e recordações dos juvenis anos dourados
dele, nos textos professorais de ciências e em pensagadas filosóficas absolutamente
indeglutíveis (fases essas sabiamente ignoradas nesta coletânea).
Felizmente, com o apoio de muitos, O.R. como é carinhosamente chamado pelos amigos
conseguiu minimizar a influência de Alterego e pôde mostrar ao mundo algo mais
humano, bem-humorado e desprendido, aí incluídos poemas certamente psicografados de
algum espírito apreciador como ele de cachaça capixaba.
Como qualquer ser perambulante por este mundo de letras e idéias, Ordisi Raluz tanto
poderá desaparecer sem deixar outro traço que esta obra despretensiosa, como, quiçá
um dia ter seus quinze minutos de fama. Você, que leu tudo isso até aqui,
certamente estará colaborando para tornar a segunda hipótese mais plausível. Afinal,
já percebeu que Ordisi Raluz é bom mesmo de papo furado."